THE DISCOVERY O IDIOTA CINÉFILO

RESENHA – THE DISCOVERY

A Netflix faz series ótimas, mas sempre dá uma escorregada nos filmes. Muitos deles são bem fracos, mas ao mesmo tempo, é interessante que a Netflix dê espaço para produções que não passariam no cinema. Isso é ótimo e pode nos surpreender, como é o caso do novo filme: The Discovery.

The Discovery é uma espécie de ficção científica com boas pitadas de drama. Uma combinação que funciona muito bem, já que ele não trata algo muito absurdo: é uma pessoa que acha que descobriu uma forma de provar a existência da vida após a morte e isso acaba causando uma série de suicídios ao redor do mundo, já que muitos estão infelizes e criam a esperança de ter um novo começo.

Com isso, a trama vai se desenvolvendo junto com o seu público. Ele não entrega nada de cara e usa Will, interpretado por Jason Segel (eterno Marshall de How I Met Your Mother) para ser os nossos olhos. Assim como nós, ele sabe de quase nada. Já Isla (Rooney Mara) surge na história para ir contra toda a ideologia de Will. Muitas vezes ela é a favor do suicídio e isso traz um balanço positivo, para que tudo não fique certo demais na história.

Fiquei bastante atraído pela forma como o filme funciona. Ele parece confuso, mas segue uma linha muito simples, fácil de ser compreendida.  Sua fotografia se destaca como algo lindamente melancólico. Suas cores em tons mais frios, ajudam muito na digestão do filme.

Inclusive, o que pode ser indigesto para alguns, pode ser um prato cheio para outros: o seu final. Todo o decorrer do filme traz muitos mais aspectos de um drama do que ficção científica, mas o seu final embaralhado possui todas as características de uma ficção científica. Não que seja algo espetacular, mas se você vê tudo de forma despretensiosa, ele chega a te surpreender, te abrindo um leque de questões e duvidas, dando um espaço muito grande para você refletir, se pondo no lugar dos personagens. Qual é o seu maior arrependimento? E o que você faria diferente?

Como eu falei, não é um filme perfeito, mas ele não parece ter a vontade de ser mais do que aparenta ser. É uma trama simples, cheia de melancolia e questões filosóficas, mas tudo apresentado de uma forma tranquila, o que pode deixar muitos com raiva. Não crie expectativas, só abra sua mente. Jason Segel combina muito com o filme, ele parece tenso o tempo todo e a forma como ele fala e se locomove de forma dura e desconfiada nos passa confiança e empatia. Ele é racional e ao mesmo tempo tem sentimentos, dúvidas e medos, como todo o ser humano.

The Discovery é uma ótima opção de filme para ser assistida deitado na cama, de boa e afim de ter um entretenimento que te faça terminar o filme pensando sobre o que acabou de presenciar. É uma boa novidade e foge da maioria das histórias dos dois gêneros usados.

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