RESENHA – SANDY WEXLER

Adam Sandler é um nome que causa dois sentimentos: ódio ou amor. Principalmente agora que entre os grupos de supostos cinéfilos virou cool odiá-lo. No filme Sandy Wexler, que estreou na Netflix no feriado de Páscoa, vemos a história de um cara looser (Adam Sandler) que busca reconhecimento na vida, vive rodeado de amigos que o amam e no final, ele só quer ficar com uma garota linda, pela qual se apaixona. Brincadeiras a parte, o filme parece ser o mesmo de sempre do Sandler, mas confesso que me surpreendi positivamente.

Sandy Wexler é um empresário de artistas não tão famoso, que se encaixaria perfeitamente em um daqueles filmes clássicos de comédia, como O Professor Aloprado ou as obras de Jerry Lewis. A verdade aqui é que, entre um clichê e outro, o o filme se distancia um pouco daquele mais do mesmo que Sandler adora fazer e, no fim das contas, é muito divertido.

No começo fiquei bem assustado quando descobri que o filme tinha duas horas e pouco de duração. Já dei um bocejo e falei para mim mesmo: “Precisa de tudo isso, Adam Sandler?”. Mas depois que assisti, percebi que o tempo era necessário para ele construir um personagem e uma história legal.

Em tudo existe um por que. Sandy Wexler se importa tanto com seus amigos comediantes que até mente para ajudá-los, mas não percebe o quanto isso o prejudica. Todo mundo acha que ele é um grande chato e por isso ele sempre se ferra. Até parece a história do Adam Sandler, né? Porque, vamos combinar, você pode não gostar dele, mas o cara deve ser um amigão! Ele parece aqueles caras que sempre traz o máximo de amigos possíveis para os seus filmes e nunca os deixa em enrascadas.

Mas voltando ao filme: é uma trama simples, que perde muito tempo (perde positivamente falando) na construção do personagem principal e que sempre dá uma evitada de cair no óbvio do mocinho perdedor que precisa da mocinha. Ele abre mão de tentar qualquer coisa porque se importa demais com ela e porque acha que sua relação com ela não iria dar certo. Apesar de ainda cair no clichê e nas bobagens do Adam Sandler (que eu adoro), achei bem interessante ele tentar fugir da sua zona de conforto.

O filme tem piadas ruins e ainda tem piada física(daquelas que o protagonista desastrado se machuca toda hora), disso ele ainda não se desgrudou. Mas a verdade é que por ser se tratar de um personagem que vive entre as celebridades e por ser ambientalizado nos anos 90, tem um mar de piadas simples que envolvem o telespectador por já ter feito parte da sua realidade. Seja “Invista na Blockbuster, alugar filmes nunca vai falir” ou “Quem investiria em uma rede de café para você ficar lá sentado?”, as piadas funcionam e mostram que Adam Sandler sabe interpretar um loser como ninguém.

Assista ao filme sem compromisso e sem preconceitos, dá para se divertir!

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